16 novembro 2010

SEMED PROMOVE ORIENTAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DOS PROJETOS POLÍTICO-PEDAGÓGICOS

Na manhã desta terça-feira, 16, professores das 40 unidades escolares e quatro creches participaram da terceira oficina promovida pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), no espaço Sagrada Família no Convento do Carmo para a construção do projeto político-pedagógico 2011.
A Prefeitura de São Cristóvão, através da Secretaria de Educação, convidou o pedagogo Evanílson Tavares de França para orientar os representantes das unidades na construção do projeto. O público é composto por gestores das unidades e representantes do conselho escolar. Ao todo serão dez encontros dedicados ao objetivo de construção ou mesmo, atualização e ajustes dos projetos político-pedagógicos.
Segundo a diretora pedagógica da secretaria de educação, Suzimara Oliveira de Souza, serão realizados dez encontros, tendo a previsão que a oficina se estenda até o próximo ano. “Cada diretor enviou a relação dos representantes de sua unidade, levando em conta os requisitos definidos pela SEMED, que deverão construir e apresentar o projeto, sob a orientação de Evanílson Tavares”, informou.
O encontro desta semana foi aberto com uma temática pertinente à consciência negra, a ser comemorado no próximo dia 20, que, além de tratar o historicismo da data, deu margem às leis que ainda não foram adotadas pelas unidades de ensino. A diretora-pedagógica informou que foi feito um levantamento dos projetos pedagógicos das escolas, detectando uma necessidade da orientação. “Na maioria, foi detectada a ausência do projeto e, em muitas, a fase inicial de elaboração”, disse Suzimara.
Foi apresentado um projeto pedagógico acerca da Lei 10.639 de 2003, que rege a inclusão no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.
Na apresentação de abertura, foram trabalhadas formas de abordagem da temática da cultura negra, levando em conta etnia, religião, culinária e demais contribuições do povo afro-brasileiro. “A Lei tem mais de sete anos de aprovada, mas a temática tem sido tratada, apenas, no âmbito folclórico, mesmo que, legalmente, as comunidades quilombolas tenham recebido material didático para o ensino regular da historia e cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas”, argumentou.
O pedagogo levou em conta o desconhecimento da lei pela maioria dos professores presentes para enfatizar a necessidade de atualizar os projetos político-pedagógicos e a atualização dos que já foram elaborados. O próximo encontro será realizado nos dia 26 de novembro e 03 de dezembro.

Texto: Yara Santos
Foto: Grazziele Santos